Vem!

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Por Dan Duke

“E o Espírito e a Noiva dizem: Vem! E quem ouve diga: Vem! E quem tem sede venha; e quem quiser tome de graça da água da vida.” Apocalipse 22.17

Venha e beba. Este é o convite do Espírito Santo como também daqueles que ouviram o convite e estão embriagados com a água viva da Sua presença. Considerando o versículo acima parece que o convite vem de diferentes fontes.

Primeiro, o Espírito de Deus está dizendo: “Vem”. Depois a noiva de Cristo repete o convite: “Vem”. Aqueles que ouviram – e creio eu que já provaram das águas – dizem: “Vem”. Aqueles que estão sedentos e tem coragem de seguir com a sua sede são convidados a “Vir”. Finalmente, todos são bem vindos e convidados a “tomar” de graça da água da vida – o quanto quiserem.

Nos cultos de avivamento que realizo, desafio a congregação com a seguinte pergunta: “Vocês têm sede?” A resposta é quase sempre unânime e muitas vezes é expressada com uma erupção de brados: “Sim, temos sede!” Faço então outra pergunta:”Porque vocês tem sede?” O que os difere das multidões de pessoas que estão satisfeitas e que já possuem o quanto desejam de Deus? Esta pergunta geralmente gera um silêncio e eu começo a explicar que a sede de Deus que elas possuem é seu convite para “vir” .

Sede e fome de Deus são convites, meu amigo. É a forma que Deus usa para convidá-lo a vir e jantar com ele. (João 21.12) Muitos hoje encontram-se na fase entre Pentecostes e Tabernáculos. Deixe-me explicar. As três festas de Israel representam nossa jornada pela fase e estações da vida. Aqueles que conhecem os caminhos de Deus e as Escrituras conseguem identificar as diferentes fases e estações que nos afetam individualmente, coletivamente e até em escala nacional. Existem estações de chuva, de plantio, de colheita, e estações de espera – as quais são normalmente os tempos de seca.

Quase todos preferem a chuva dos céus e as estações de colheita mais do que os tempos de seca ou de espera. Eu certamente prefiro. Contudo, nossa resposta a estação da seca afeta diretamente nossa preparação para a estação da chuva ou de colheita que certamente vêm a seguir. Na agricultura todas estações possuem a mesma importância pois o objetivo é a colheita. Para produzir uma colheita cada estação é importante, até mesmo os tempos de sequidão.

O período entre Páscoa e Pentecostes era 5o dias. Todos conseguiam esperar 50 dias. Contudo, o período entre Pentecostes e Tabernáculos era um longo tempo de seca e de espera enquanto a semente estava crescendo e a plantação amadurecendo. Este era um período de mais ou menos 7 meses. Somente aqueles que têm a colheita em mente podem suportar este processo de espera que é longo e necessário, antecipando as últimas chuvas e a tão prometida colheita.

O mesmo princípio aplica-se a nossa vida espiritual. Progredimos de glória em glória, de fé em fé, acampamento a acampamento, e se eu puder acrescentar, de estação a estação. É claro que algumas estações são mais agradáveis do que as outras, mas novamente devo-lhes lembrar que todas são necessárias para a colheita.

Com isto em mente, deixe-me fazer menção novamente ao texto de Apocalipese 22. Há um convite em cada estação para tomar de graça da água da vida. Você pode vir em todas as estações. Nos tempos de seca, você – pessoalmente e individualmente – pode vir. Nos longos tempos de espera pela tão prometida colheita você é sempre convidado a vir. Sim, existem estações. Sim, existem tempos de espera. Sim, existem dias de trevas. Mas você não precisa ser alguém que vive em trevas.

Existem tempos de seca, mas você nunca precisa ser uma pessoa seca. Até mesmo durante sua espera, até mesmo durante esse longo período entre Pentecostes e Tabernáculos – a festa das colheitas dos frutos celebrada no fim do ano – você pode ser um jardim regado. (Salmos 1.1-3)

É fácil? Não, não é. Talvez esta seja a questão. Talvez este seja o processo necessário para provar a qualidade da semente e a condição do solo na qual ela foi semeada. Eu não sei. Mas sei o seguinte: aqueles que confiarem no Senhor e fizerem dEle a sua esperança serão como árvores plantadas junto às águas. Ele ou ela vai ser como uma árvore plantada junto as águas. E aqueles que estenderem sua raízes junto ao rio não sentirão o calor, mas suas folhas serão sempre verdes. Não ficarão preocupados no ano – estação- da seca ( palavra em hebraico “contenção”) e nem deixarão de dar frutos. (Jeremias 17.7-8)

Poucas pessoas hoje são afortunadas como eu o sou de estarem em meio a um mover nacional de Deus. Não tenho palavras para agradecer. Contudo, nem sempre foi assim pra mim. Como se diz por aí: “Já cumpri minha pena.” Agora tenho o privilégio de estar em uma estação de colheita e em um tempo de “chuva serôdia”. (Zacarias 10.1) Nem todos são afortunados da mesma forma.

De qualquer, forma meu amigo, onde quer que você esteja e independente da estação na qual você se encontra, há um rio por perto. Não estou falando de uma igreja local, apesar que isto seria muito bom. Nem mesmo estou falando de um grupo da quall você compartilha sua fome e sede, apesar que isto também seria muito bom. Estou falando do rio da Sua presença. É o esconderijo do Altíssimo. Ele está lhe chamando para vir.

O Espírito está lhe chamando. A noiva de Cristo sem mácula nem, ruga está lhe chamando. “Vem”. Aqueles que já foram adiante de você está lhe chamando. “Vem.”

Há um rio cujas torrentes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas (tabernáculos) do Altíssimo. (Pergunta: Quem são os tabernáculos do Santo Deus ?) Deus está no meio dela; não vai ser abalada. Deus a ajudará (literalmente : envolvê-la com glória) ao romper da manhã. (Salmo 46. 4-5)

Onde quer que você esteja meu amigo, existe um rio perto de você. Ele está lhe chamando pra vir. Venha e beba, venha e jante, venha e estenda as suas raízes diante do rio.

Uma última palavra. Jesus é a soma de todas as coisas espirituais. Ele é o início e o fim. O Alfa e o Ômega. Jesus é o rio. Ele é o lugar secreto. E Ele está lhe convidando para vir.

Este é o segredo para cada estação. Precisamos dEle nos tempos de seca e nas estações de chuva. Precisamos dEle num longo período de espera e nos tempos de colheita. Ele é a recompensa e a colheita é a sua presença em um nível maior.

Agora digo a você: “Vem.”

~ por rafaelvictor em setembro 13, 2007.

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